Ela ficou sem fala quando viu a blusa azul, o cabelo preso e as pernas entrelaçadas. Não escutou mais as palavras dedicadas de um amigo do lado, tudo se tornou confuso e seu cérebro estava a mil. Deu um Oi rápido e não deixou seus olhos cair sobre a silhueta bela daquela mulher. Tentou parecer indiferente ao caso. Como fez nos outros dias. Quando não o procurou, não ligou, não respondeu às mensagens. Só pensava nas pernas e no efeito surreal que se transformou em sua cabeça que já estava confusa. O desprezo tornou-se concreto, ela o esqueceu de um modo terrível e ficou indiferente a existência dele. Se tornou uma observadora daquela blusa azul, que ainda quis chamar sua atenção em tantos outros dias. Mas quem precisa daquela cor idiota?
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
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