Pareço uma estranha para você? Só foi isso, não passou disso? As palavras escapam da tua boca com tanta facilidade, dotada de uma verdade nua, crua, cruel. A mentira é inerente às tuas palavras e tua primeira reação é negar. Não quero respostas, estou afirmando. É tão fácil para você, agora, que está tão perto, tão longe, tão certo, tão errado. Confuso. Superficial. Não quero um basta, quero respostas. Não há contradições, pareço confusa? Dê um basta. NÃO! Eu quero um basta, eu deveria querer um. Mas não quero, o medo não me permite avançar, dar um progresso. Calma, é tão fácil, vai ser fácil, chega de mentiras sinceras, ou não.
Eu dei o basta, eu entrei pela janela e senti a textura macia do sofá vermelho intenso. O que me resta é um cheiro cheio de memórias, mas eu não quero nostalgias. Coloco o fone no ouvido e não me permito pensar. Foi a última vez que minha alma machucada sentiu as dores daquela situação constrangedora para mim. A partir daquele momento eu escuto a voz da minha alma alta e clara. Agora eu a escuto. Agora somos uma só.
Eu dei o basta, eu entrei pela janela e senti a textura macia do sofá vermelho intenso. O que me resta é um cheiro cheio de memórias, mas eu não quero nostalgias. Coloco o fone no ouvido e não me permito pensar. Foi a última vez que minha alma machucada sentiu as dores daquela situação constrangedora para mim. A partir daquele momento eu escuto a voz da minha alma alta e clara. Agora eu a escuto. Agora somos uma só.


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